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quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Política
Ver artigo principal: Política de Angola

Presidente da República, José Eduardo dos Santos.
Actualmente, o poder político em Angola está concentrado na Presidência. O ramo executivo do governo é composto pelo presidente (atualmente José Eduardo dos Santos), pelo primeiro-ministro (actualmente Fernando da Piedade Dias dos Santos) e pelo Conselho de Ministros. O Conselho de Ministros, composto por todos os ministros e vice-ministros do governo, reúne-se regularmente para discutir os assuntos políticos do país. Os governadores das 18 províncias são nomeados pelo presidente e executam as suas directivas. A Lei Constitucional de 1992 estabelece as linhas gerais da estrutura do governo e enquadra os direitos e deveres dos cidadãos. O sistema legal baseia-se no português e na lei do costume, mas é fraco e fragmentado. Existem tribunais só em 12 dos mais de 140 municípios do país. Um Supremo Tribunal serve como tribunal de apelação. Um Tribunal Constitucional com poderes de revisão judicial nunca foi constituído apesar de existir autorização estatutária.


హిస్తోరియా ద Africa

A África é o segundo continente mais populoso da Terra (atrás da Ásia) e o terceiro continente mais extenso (atrás da Ásia e das Américas).
Tem cerca de 30 milhões de km², cobrindo 20,3 % da área total da terra firme do planeta e mais de 800 milhões de habitantes em 53 países, representando cerca de um sétimo da população do mundo.
Cinco dos países de África foram colónias portuguesas e usam o português como língua oficial: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe; em Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe são ainda falados crioulos de base portuguesa.

Etimologia
Afri era o nome de vários povos que se fixaram perto de Cartago no Norte de África. O seu nome é geralmente relacionado com os fenícios como afar, que significa "poeira", embora uma teoria de 1981 [1], tenha afirmado que o nome também deriva de uma palavra de berbere, ifri, palavra que significa "caverna", em referência à gruta onde residiam.
No tempo dos romanos, Cartago passou a ser a capital da Província de África, que incluiu também a parte costeira da moderna Líbia. Os romanos utilizaram o sufixo "-ca" denotando "país ou território".[2] Mais tarde, o reino muçulmano de Ifriqiya, actualmente Tunísia, também preservou o nome.
Outras etimologias têm sido apontadas como originárias para a antiga denominação "África":
No século I, o historiador judeu Flavius Josephus (Ant. 1.15) afirmou ter sido nomeado para Epher, neto de Abraão, segundo o Génesis (25:4), cujos descendentes, segundo ele, tinha invadido a Líbia.
aprica, palavra latina que significa "ensolarados", mencionada por Isidoro de Sevilha (século VI), em Etymologiae XIV.5.2
aphrike, palavra grega que significa "sem frio". Esta foi proposta pelo historiador Leo Áfricanus (1488-1554), que sugeriu a palavra grega phrike (φρίκη, significando "frio e horror"), combinado com o prefixo privativo "-um", indicando assim um terreno livre de frio e de horror.
Massey, em 1881, afirmou que o nome deriva do egípcio af-rui-ka, que significa "para virar em direção a abertura do Ka." O Ka é o dobro energético de cada pessoa e de "abertura do Ka" remete para o útero ou berço. África seria, para os egípcios, "o berço."
Etimologia
Afri era o nome de vários povos que se fixaram perto de Cartago no Norte de África. O seu nome é geralmente relacionado com os fenícios como afar, que significa "poeira", embora uma teoria de 1981 [1], tenha afirmado que o nome também deriva de uma palavra de berbere, ifri, palavra que significa "caverna", em referência à gruta onde residiam.
No tempo dos romanos, Cartago passou a ser a capital da Província de África, que incluiu também a parte costeira da moderna Líbia. Os romanos utilizaram o sufixo "-ca" denotando "país ou território".[2] Mais tarde, o reino muçulmano de Ifriqiya, actualmente Tunísia, também preservou o nome.
Outras etimologias têm sido apontadas como originárias para a antiga denominação "África":
No século I, o historiador judeu Flavius Josephus (Ant. 1.15) afirmou ter sido nomeado para Epher, neto de Abraão, segundo o Génesis (25:4), cujos descendentes, segundo ele, tinha invadido a Líbia.
aprica, palavra latina que significa "ensolarados", mencionada por Isidoro de Sevilha (século VI), em Etymologiae XIV.5.2
aphrike, palavra grega que significa "sem frio". Esta foi proposta pelo historiador Leo Áfricanus (1488-1554), que sugeriu a palavra grega phrike (φρίκη, significando "frio e horror"), combinado com o prefixo privativo "-um", indicando assim um terreno livre de frio e de horror.
Massey, em 1881, afirmou que o nome deriva do egípcio af-rui-ka, que significa "para virar em direção a abertura do Ka." O Ka é o dobro energético de cada pessoa e de "abertura do Ka" remete para o útero ou berço. África seria, para os egípcios, "o berço."[3]

História
Ver artigo principal: História da África
A África é um território banhado pelo Oceano Atlântico, pelo Mar Mediterrâneo e pelo Oceano Índico, onde provavelmente surgiram os primeiros seres humanos. Os mais antigos fósseis de hominídeos foram encontrados na África e têm cerca de cinco milhões de anos.
O Egito foi provavelmente o primeiro estado a constituir-se na África, há cerca de 5000 anos, mas muitos outros reinos ou cidades-estado foram sucedendo-se neste continente, ao longo dos séculos. Além disso, a África foi, desde a antiguidade, procurada por povos de outros continentes, que buscavam as suas riquezas, como sal e ouro. A atual divisão territorial da África, no entanto, é muito recente – de meados do século XX – e resultou da descolonização européia. Esta divisão, feita devido a necessidade de matérias-primas e mercados consumidores, teve como consequências: dependência econômica, agravamento da desigualdade social e as lutas de fronteiras.
Política
Ver artigo principal: Política da África
Apesar de se registrarem atualmente na África muitos conflitos de caráter político, como o da Costa do Marfim e o do Sudão, e muitas situações irregulares, como a de Angola, pode-se dizer que a maioria dos países do continente possuem governos democraticamente eleitos. As únicas exceções neste momento são a Somália, que não tem sequer um estado organizado e o Saara Ocidental, ocupado por Marrocos.
No entanto, é freqüente que as eleições sejam consideradas como sujas por fraude, tanto internamente, como pela comunidade internacional. Por outro lado, ainda subsistem situações em que o presidente ou o partido governamental se encontram no poder há dezenas de anos, como são os casos da Líbia e do Zimbabwe.
Em geral, os governos Áfricanos são repúblicas presidencialistas, com exceção de três monarquias existentes no continente:Lesoto, Marrocos e Suazilândia.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

poemade namibiano ferreira/ angola

POEMA de namibiano ferreira/ angola
A ngoma tem a pele negraboi, vaca ou pacassatroando a noite antiga da tradiçãoàs mãos negras do tocador.Eu queria ser ngoma, kissange, dicanza…vibrar como ngoma velha de pele negrae como os outros, num grito universal,proclamar aos mistérios da selva, da savanae do mundo inteiro e imundoa impossível renúncia que aflora à almacomo albufeira imensa do Cuanza distante. Eu queria ser ngoma, kissange, dicanza…na Rota do Sul perdida e por acharnas ondas da calemae na maré louca para voltar.Ba-tam-tam-tam; ba-tam-tam-tamritmo de ngomasngomas do matoangolana saudade dos batuques do Suldesse meu Sul: rota antiga imortalvibrando-vibrando na alma ngomadespida de sal.
Aiuê! minhas ngomas do sul da saudade.Ba-tam-tam-tam; ba-tam-tam-tam
Ngomas - instrumento de percusao, tambor.Pacassa - genero de boi selvagem.
Kissange e dicanza - instrumentos musicais angolanos.

Verao Angolano

Verão Angolano
Naquela tarde quente do verão angolano Jr, já sei o que vocês vão dizer – de novo esse cara? É mais uma vez aparece o nosso amigo Jr, mas como eu dizia Jr havia trabalhado como um cão e estava louco para tomar umas e outras. O homem era o provedor da ONU em angola, o responsável pelo abastecimento de víveres para as equipes internacionais, andava o dia todo, naquele momento ele estava precisando de descanso e descontração. Após passar no açougue, na quitanda e na farmácia o pobre homem precisava limpar a goela com uma generosa dose do puro malte escocês.
A casa de Alzira nunca tivera tão concorrida, havia gente entrando, gente saindo, uma loucura. Jr tranqüilo chamou Alzira a um canto e fez a solicitação – sabe como é ia passando, vi o movimento e como o tempo esta pedindo, entrei para ver se posso tomar uma. Alzira muito educada, respondeu - meu fofo, aqui você manda não pede. Acomodou seu cliente preferencial e foi buscar as bebidas.
Lá pelas seis horas da tarde Jr já meio alegre e sob o efeito nefasto do álcool, começou a observar Alzira com bons olhos e lhe disse – alzirinha tu tais bonita hoje. Alzira que era um bucho danado, se sentiu como a própria Brook Child – são seus olhos - respondeu. Que nada Alzira, você está belíssima. Alzira coitada, toda cheia de vergonha (ela sabia que era um bucho) agradeceu. Jr começou a falar que estava muito carente, só e chateado, pois era seu aniversário e não tinha com quem dividir sua alegria. Alzira caiu na asneira de sentar-se ao seu lado, tomou a maior cantada da sua vida. Jr estava louco para quebrar a Alzira e foi logo pedindo. A mulher não resistiu e foi cedendo até concordar de vez – ta bom, vá tomar um banho, trocar de roupa e lá pelas nove tu venhas que estarei te esperando.
Jr partiu para a base, tomou um maravilhoso banho, colocou sua melhor indumentária e partiu em busca de fortes emoções. Ao chegar à casa de Alzira o velha-guarda ficou maravilhado. A dama luzia um belíssimo vestido de seda vermelha. Na face ela ostentava um sorriso enigmático. A casa estava mergulhada numa escuridão infernal. Alzira pede que Jr entre e se sente na poltrona da sala enquanto ela coloca gás no lampião. Da cozinha ela diz para Jr – meu fofo fique a vontade que estou me preparando pra você.
Jr todo alegrinho começa a tirar a roupa e a envernizar a velha “ferramenta”. Nesse momento Alzirinha entra na sala com um lampião aceso. Nessa hora a platéia entra em delírio, gritando parabéns pra você. O pobre Suboficial percebe que não tinha saída e começa a dizer – putz grila que calor. Sim era verdade Alzira havia convidado todos os amigos de Jr para comemorar com ele seu aniversário. Dizem as más línguas que Jr nunca mais foi o mesmo. Alzira não lhe causou mais tesão, pois toda vez que começava um colóquio com a moça lembrava da festa e a “ferramenta” não luzia.
Aconteceu em Angola
Por San Burundi

"Poesia Africa"

" Poesia Africana"
Tão pouco sabemos sobre nossos irmãos portugueses da África. Ainda recentemente, uma inteligente leitora de Benguela, com quem me correspondo, Ana Maria Coelho, jornalista e poetisa, observava de modo pitoresco: “De Angola é uma pena: dir-se-ia que seus poetas não sabem cantar outra coisa que não seja a meninice, as figuras que se habituaram a ver, o capim, as mulatas”. Afinal, por que o tom restritivo? Os poetas angolanos utilizam-se praticamente de todos os temas: a meninice (a infância); as figuras que se habituaram a ver (o seu mundo ao redor); o capim (a paisagem); as mulatas (a mulher o amor). Encontrei ainda, em sua poesia, aquele sopro literário e social que é uma característica do espírito de todo continente negro, rompendo seus grilhões colonialistas. No volume I I da minha antologia “Os mais Belos Sonetos que o Amor Inspirou” (poesia universal), incluí uns poucos poetas de Angola e Moçambique, fixando a face lírica da poesia africana. Pena é que seus poetas não se sirvam muito da velha e eterna forma clássica da poesia: o soneto. O que é natural. Para seu canto novo, impregnado de ânsias nativistas, teriam que preferir os versos livres, polimétricos. O soneto - pequena taça - parece feito para os momentos felizes, tranqüilos, para os brindes de puro amor. Nas horas duras, nos momentos difíceis de ânsias e revoltas, de apelos e esperanças coletivas, quandoa alma jorra em torrentes, o canto tem que ser amplo, profundo, e os poetas se desdobram e mudam o tom, são dramáticos, são épicos. Muito raramente, infelizmente, chegam até nós as ressonâncias literária do continente negro. Apenas os ecos de lutas políticas e de libertação, sangrentas, mas que atestam a fermentação intelectual de seus jovens povos. Não há luta para a liberdade sem lideranças e não há lideranças, no sentido moderno, sem desenvolvimento intelectual. E, nas suas lutas - a África vem confirmando mais uma vez, - os poetas têm função de vanguarda. Aí estão dois nomes, dois símbolos: Lumumba e Senghor. Sem estar propriamente engajada na luta anti-colonista, nem por isso a África portuguesa deixa de refletir, principalmente através dos seus poetas negros, os ideais de libertação de todo o continente. Alfredo Margarido, em“20 Poemas com estribilho Cabinda”, reaviva o quadro:“Eles desembarcaram a centenas de anosvindos do grande mar opressor, e criaramas cidades densas e populosas onde meus irmãostrabalham nas docas, nas casas, nas oficinasnos escritórios, onde o canto sombrio das ondaspropõe um coro de danças entre reco-recos e tambores.” Alda Lara, sem livro publicado, recentemente falecida, uma das vozes mais fortes do lirismo ultramarinho, não foge ao culto à mãe-África. Tendo vivido algum tempo em Lisboa, confessa ao retornar:“Terra! Ainda sou a mesma!Ainda soua que num canto novopuro e livre,me levantoao aceno do teu povo!” Outra poetisa, Amélia Veiga, autora de “Destinos” e “Poemas”, com lindos versos de amor:“Tocar-teseria pouco para a minha fome.Despi-me de solidões e fiquei nua,pura como a luapara a noite longadas revelações...”Ela também recebe no rosto as lufadas fortes do “Vento da Liberdade”: “Das entranhas da terrairrompe um vento alucinadoque varre... varre... varre...as folhas secas do mundo...” Eduardo Teófilo, no Primeiro Livro das Horas, em Hora da Luta, está alerta“Há galos esperando para cantar o diaquando a madrugada chegar.” Antônio Jacinto, poeta negro, de quem recebi há anos uma linda carta, solidária com o meu Estrela da Terra e cuja resposta incluí em Harpa Submersa, toma posição em seu Canto Interior de uma Noite Fantástica:“Sereno, mas resolutoaqui estou - eu mesmo! - gritando desvairadoque há um fim por que lutoe que me impede de passar ao outro lado.” E, do seu lado, encontra-se também A. Cardoso, num canto viril:“É inútil mesmo chorarse choramos aceitamos,e é preciso não aceitar.” Mas o amor - tema universal, o mais velho e o mais difícil - está presente nos poetas negros ou brancos da África portuguesa. Tomás Jorge, filho de Tomás Vieira da Cruz, “o maior poeta angolano”, amacia a voz:“Hoje não trago nada para dizer,sossega o teu rosto no meu peitorepousa em mim tua tristeza.”Orlando de Albuquerque, entre tantas reminiscências da infância em Lourenço Marques, em cidade do Índico, diz com graça extrema:“Um dia ela me disse:põe aqui tua mão!Eu pus e senti uma beleza rija,um seio de mulher...Foi desde aíque minhas mãos ganharam este jeito em conchade afagar...” (“Iniciação”) E encerrarei esta mostra rapidíssima da poesia africana com citações de dois grandes poetas, um de Angola, branco, Tomás Vieira da Cruz, que recebeu em 1938 o título de Príncipe dos Poetas Portugueses; outro, negro, de Moçambique, Rui Noronha, considerado o precursor da poesia moderna em sua pátria. Do primeiro, uma simples trovinha, que corre de boca em boca:“Os teus defeitos são graçasque mais me prendem, querida,mistério de duas raçasque se encontraram na vida...” Do segundo, o final de um belo soneto, Grito de Alma, retirado do seu livro Sonetos, onde invectiva ou lamenta o seu amor branco:“Cruel destino o meu que ao meu destino trouxena fulgurante luz do teu olhar tão docea mágoa minha, eterna, a minha eterna dor.Vai, segue o teu destino. A onda quere-te e passa...Vai com ela cantar o orgulho de tua raçaque eu ficarei cantando o nosso eterno amor...” As poesias sem indicação bibliográfica foram retiradas na Antologia Poética Angolana, de Garibaldino de Andrade e Leonel Cosme, Coleção Imbondeiro, edições de Sá da Bandeira, Angola, África Ocidental Portuguesa, e dos suplementos literários Artes e Letras, do jornal ABC-Diário de Angola.

4:34:00
por CEF03 - GAMA- 5A
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Joaquim Maria Machado de Assis, cronista